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Atentado de 11 de setembro impacta o mundo mesmo após 25 anos

As cenas da tragédia continuam marcando a memória coletiva e o julgamento do principal acusado só ocorrerá em 2028

11/09/2026 às 11:25
Por: Redação

Em 11 de setembro de 2001, imagens das torres gêmeas em Nova York tomadas pela fumaça paralisaram a atenção global ao serem transmitidas pela televisão. Passados vinte e cinco anos, essas cenas permanecem como uma das mais marcantes do século 21.

 

O ataque causou a morte de quase 3 mil pessoas, quando integrantes da Al Qaeda sequestraram aviões comerciais e os lançaram contra as torres do World Trade Center em Nova York e também contra o Pentágono, localizado no condado de Arlington, Virgínia, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Um quarto avião caiu em uma área rural de Shanksville, no estado da Pensilvânia.

 

Analistas da comunicação ressaltam o impacto global das imagens das torres desabando, exibidas repetidamente. Na época, a televisão ao vivo, em um contexto em que a internet ainda não era amplamente difundida, envolveu o público por meio da repetição contínua dessas cenas.

 

“Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento”, avalia o professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

 

O especialista caracteriza essa experiência como um “tempo congelado”, tanto pelo fato de a televisão transmitir o evento ao vivo quanto pela exposição constante em plataformas digitais.

 

“A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo”, afirma o professor.

 

O incidente permanece na memória de uma geração inteira. Um empresário brasileiro que trabalhava próximo às torres gêmeas recorda que o som do impacto foi o aspecto mais marcante daquela tragédia.

 

“Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que vocês ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente”, relatou o empresário em entrevista.

 

Os aviões atingiram as torres a mais de 800 quilômetros por hora, provocando diversas explosões. Estima-se que cerca de 400 mil pessoas foram expostas à poeira tóxica gerada pelo desabamento, cuja remoção de 1,8 milhão de toneladas de escombros durou aproximadamente oito meses.

 

Processo judicial contra suspeitos

 

Khalid Sheikh Mohammed, apontado como o principal mentor dos ataques e chefe de operações da Al Qaeda, está previsto para ser julgado por um tribunal militar em junho de 2028. Ele é acusado de liderar o plano que envolveu o uso de aviões comerciais sequestrados contra alvos como o World Trade Center e o Pentágono.

 

Mohammed foi capturado no Paquistão em 2003 e está detido desde 2006 na base de Guantánamo, localizada em Cuba. Além dele, três co-réus enfrentarão julgamento: Walid Muhammad Salih Mubarak bin 'Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.

 

O fundador e líder da rede Al Qaeda, Osama Bin Laden, foi morto em 2011 pelas forças dos Estados Unidos durante uma operação realizada no interior do Paquistão.

 

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