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Campo Grande registra superávit de R$ 1,3 bilhão em 2025 na gestão consolidada

Dívida consolidada fica em 15,48% da receita e investimentos em Educação e Saúde superam exigências legais

09/04/2026 às 14:24
Por: Redação

A Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou o balanço financeiro consolidado referente ao exercício de 2025, revelando um superávit de R$ 1.309.119.736,50, uma significativa melhoria frente ao déficit de R$ 714 milhões registrado em 2024.

 

O resultado positivo foi alcançado mesmo com um déficit orçamentário de R$ 146.344.916,28, equivalente a 2,34% da receita arrecadada de R$ 6,24 bilhões, que corresponde a 90,91% da previsão inicial. As despesas empenhadas atingiram R$ 6,39 bilhões, sendo que as correntes representaram 94,40% desse total, com destaque para os gastos com pessoal e encargos em R$ 3,75 bilhões.

 

O patrimônio líquido consolidado do município apresentou-se negativo, em R$ -1,61 bilhão, mas houve um salto de 44,93% em comparação ao ano anterior, decorrente do superávit apurado. As reservas de reavaliação de ativos totalizam cerca de R$ 28 milhões.

 

Os investimentos nas áreas sociais superaram as exigências constitucionais: Educação recebeu 32,44% dos recursos aplicados, equivalente a R$ 985,6 milhões, enquanto para Saúde foram destinados 31,40%, totalizando R$ 942,5 milhões. Além disso, houve aplicação adicional de R$ 95,7 milhões em recursos do salário-educação e outras fontes na educação, e mais de 31,99% da base constitucional em recursos extras para saúde.

 

A dívida consolidada do município foi de R$ 845,5 milhões, representando apenas 15,48% da Receita Corrente Líquida Ajustada, longe do limite máximo permitido de 120%. As operações de crédito receberam aporte de R$ 18,2 milhões, o que corresponde a apenas 0,33% da receita líquida ajustada, bem abaixo do limite de 16% previsto em legislação.

 

Quanto à dívida flutuante, composta por restos a pagar processados e não processados e depósitos restituíveis, o saldo totalizou R$ 644,6 milhões, uma redução de 7,99% em relação a 2024.

 

O fluxo de caixa apresentou uma geração líquida negativa de R$ 89,3 milhões, resultado da combinação de saldo positivo nas atividades operacionais (R$ 220,6 milhões) e saldos negativos nas atividades de investimento (R$ -234,5 milhões) e financiamento (R$ -75,3 milhões). As disponibilidades finais de caixa somaram R$ 547,4 milhões, o que representa uma redução de 16,7% em comparação ao exercício anterior.

 

Entre os principais órgãos consolidadores do balanço destacam-se a Secretaria Municipal da Fazenda (SEFAZ), que apresentou superávit individual de R$ 865,5 milhões, e a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), com superávit de R$ 254,7 milhões.

 

A execução da Lei Orçamentária Anual (LOA) estabeleceu receita estimada em R$ 6,87 bilhões e despesa fixada de R$ 7,45 bilhões, com execução ajustada e acompanhamento do orçamento público.

 

As demonstrações contábeis foram elaboradas conforme as normas brasileiras de contabilidade aplicada ao setor público e consolidadas com base nas peças orçamentárias oficiais da administração pública municipal, contendo ainda notas explicativas sobre processos contábeis, consolidação de órgãos, gestão do capital e endividamento e demais aspectos econômicos e operacionais.

 

O relatório enfatiza a transparência e responsabilidade na gestão fiscal de Campo Grande, visando contribuir para o controle social e o desenvolvimento sustentável da cidade.

 

Campo Grande (MS), 30 de março de 2026.

 

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