A Polícia Militar de Campo Grande foi acionada na madrugada de 18 de abril para atender a uma ocorrência de violência doméstica em uma invasão na área do bairro Jardim Centro Oeste.
A denúncia inicial partiu de uma filha, que informou que a mãe e o padrasto estavam brigando. Ao chegar ao local, a equipe militar precisou seguir a pé devido à ausência de estradas, encontrando o casal em um barraco, visivelmente embriagado e tentando se agredir, mas sem equilíbrio no terreno.
Questionada, a mulher relatou que estava bebendo cerveja e aguardente (corote) com o homem desde as 19h do dia anterior, mas não soube informar o motivo da briga. O homem confirmou que estavam bebendo e que não sabia o porquê da discussão que evoluiu para vias de fato.
Os acampados ao redor, furiosos com a situação, estavam no local. Diante da cena e para evitar um desfecho pior, a Polícia Militar apresentou o casal na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
Na delegacia, a mulher informou que a discussão começou após o consumo de álcool e que ela teria desferido um tapa no rosto do homem, que revidou. Ambos, porém, declararam não desejar que o outro fosse processado criminalmente e não apresentavam lesões aparentes, além de hematomas antigos no corpo da mulher.
O casal também afirmou que os fatos não foram testemunhados por ninguém e que nenhum dos dois possui arma de fogo. Eles manifestaram não ter interesse em medidas protetivas de urgência nem em alojamento na Casa da Mulher Brasileira, que foi oferecido à mulher.
A mulher foi orientada sobre como buscar a Defensoria Pública para ingressar com queixa-crime, solicitar prorrogação de medidas protetivas e agendar acompanhamento psicossocial no CEAMCA. Ela declarou estar ciente e de acordo com as informações e não ter nada a acrescentar.