Um homem compareceu à delegacia em Campo Grande para registrar uma ocorrência de lesão corporal, dano e furto de celular envolvendo sua ex-companheira. O casal havia mantido um relacionamento de aproximadamente dois anos e estava separado desde março de 2026.
No dia 4 de abril de 2026, por volta das 00h30, o comunicante recebeu uma ligação e mensagens via aplicativo WhatsApp da ex-companheira, que estava visivelmente alcoolizada e pedia ajuda para ir para casa. Ele, que estava nas imediações do Lago do Amor, em Campo Grande, se deslocou até um estabelecimento na região central da cidade, onde a encontrou sentada no chão.
Após a mulher entrar em seu veículo, ela começou a agir de forma agressiva, arremessando cerveja no rosto do homem e o acusando de estar
com vagabunda
O comunicante afirmou que estava apenas tomando tereré com amigos, momento em que a ex-companheira o chamou de
mentiroso
e passou a desferir chutes contra o veículo, puxar o volante e praticar agressões físicas, como arranhões e puxões em suas roupas. Além disso, ela subtraiu o aparelho celular dele para verificar mensagens.
Durante as agressões, a ex-companheira danificou o carro, quebrando o retrovisor e o para-brisa. Diante da continuidade das agressões, o homem foi obrigado a parar o veículo e retirar a mulher do automóvel. Em seguida, ele se dirigiu a um posto de combustível na Rua Marechal Rondon para relatar os fatos a um frentista.
Nesse momento, o comunicante avistou a ex-companheira chorando em um canteiro próximo e, por compaixão, decidiu novamente auxiliá-la, tentando levá-la para casa. A mulher alegou que, durante os fatos, a tela de seu próprio celular havia sido danificada.
Enquanto trafegavam pela Avenida Ernesto Geisel, foram abordados por uma guarnição da Polícia Militar. Os policiais ouviram as partes separadamente e constataram que a mulher estava bastante alterada. Durante a averiguação, foi realizada uma revista no veículo, e entre os pertences da ex-companheira, foi localizado o medicamento Zolpidem.
Os policiais tentaram apaziguar a situação e liberaram as partes. Ao chegarem à residência da ex-companheira, ela se recusou a desembarcar do veículo, sendo novamente orientada pelo comunicante. Após a saída dela, ele se deslocou até a Delegacia para registrar os fatos.